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Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato de colega em Ribeirão Preto, SP

Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato de colega em Ribeirão Preto, SP Motoristas de aplicativo se reuniram em frente à Central de Polícia...

Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato de colega em Ribeirão Preto, SP
Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato de colega em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução)

Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato de colega em Ribeirão Preto, SP Motoristas de aplicativo se reuniram em frente à Central de Polícia Judiciária (CPJ), no Centro de Ribeirão Preto (SP), nesta sexta-feira (17), para pedir justiça pela morte de José Edson da Silva, de 43 anos. José Edson estava desaparecido desde terça-feira (14), depois de sair de Sertãozinho (SP) para fazer uma corrida em Ribeirão Preto. Segundo a Polícia Civil, três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, confessaram envolvimento na morte dele. A manifestação aconteceu enquanto os adolescentes prestavam novo depoimento à polícia. De acordo com a investigação, eles chamaram a corrida pelo aplicativo com a intenção de roubar o carro da vítima. Segundo a polícia, os adolescentes disseram que jogaram José Edson no Rio Pardo, na região do Ribeirão Verde. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Motoristas de aplicativo pedem justiça após assassinato em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV A polícia apura se ele foi jogado ao rio ainda com vida. Os adolescentes devem ser encaminhados ao Ministério Público (MP) nesta sexta-feira. Como têm menos de 18 anos, eles não respondem por crime, mas por ato infracional análogo a latrocínio, que é roubo seguido de morte. Caberá ao MP decidir se pede à Justiça a internação provisória deles. Até a última atualização desta reportagem, não havia decisão sobre eventual apreensão. Motoristas reclamam de insegurança Motorista de aplicativo há quatro anos, Diná Pereira de Santos disse que a categoria trabalha com medo e se sente vulnerável em Ribeirão Preto. “A gente quer justiça. Ele veio de Sertãozinho para defender a família e acontece uma coisa dessas”, afirmou. Diná relatou que já cancelou corridas por considerar a situação suspeita, principalmente quando a pessoa que aparece no embarque não é a mesma que solicitou a viagem. “Eu já tive várias corridas que eu chegava e era mulher que pedia, mas chegava lá era um homem. Nesse caso, eu não faço, porque o risco de assalto, de acontecer um negócio como esse, é fatal”, disse. Ela também cobrou mais suporte das plataformas em situações de risco. “O atendimento é só pelo chat, é muito demorado. Não tem um telefone que a gente pode ligar e comunicar. A gente tem que se virar sozinha, ou corre para a polícia, ou chama quem está na frente para ajudar.” O motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, morreu após sair para fazer corrida em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Motoristas relatam rotina de risco Thalyson Silva de Santos, que também trabalha como motorista de aplicativo, disse que a manifestação foi organizada para cobrar respeito e segurança para a categoria. “A gente precisa que a população olhe para a gente com respeito. A gente está saindo de casa para trabalhar, para ganhar o pão da nossa família. O que aconteceu com o nosso amigo poderia ter acontecido com qualquer um de nós”, afirmou. Segundo ele, motoristas mantêm grupos de mensagens para compartilhar localização e avisar sobre corridas consideradas suspeitas. “A gente não sabe quem está dentro do nosso carro. Não sabe se a pessoa está de má-fé ou de boa-fé. Infelizmente, a gente passa por esses perigos todos os dias.” Thalyson disse que não conhecia José Edson pessoalmente, mas que a morte dele mobilizou a categoria. “É como se fosse um dos nossos. A gente sente essa perda como se fosse um familiar.” Investigação Segundo a Polícia Civil, os adolescentes confessaram que chamaram a corrida por aplicativo para roubar o carro de José Edson. A apuração aponta que o motorista foi atacado dentro do veículo com um golpe conhecido como “mata-leão”. Depois, segundo a versão dos adolescentes à polícia, o corpo foi jogado no Rio Pardo. As buscas pelo corpo devem ser feitas pelo Corpo de Bombeiros. O caso é tratado como ato infracional análogo a latrocínio, que é roubo seguido de morte. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região