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Governo Trump pede que quatro Estados chequem se não há estrangeiros nas listas eleitorais

Eleições nos EUA Getty Images via BBC O secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, solicitou às autoridades eleitorais de quatro Estados qu...

Governo Trump pede que quatro Estados chequem se não há estrangeiros nas listas eleitorais
Governo Trump pede que quatro Estados chequem se não há estrangeiros nas listas eleitorais (Foto: Reprodução)

Eleições nos EUA Getty Images via BBC O secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, solicitou às autoridades eleitorais de quatro Estados que verificassem as listas de eleitores em busca de pessoas que não sejam cidadãos americanos. O pedido acontece um dia depois de o presidente Donald Trump reiterar alegações infundadas de interferência eleitoral em eleições passadas. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (17), após o discurso de Trump, Mullin afirmou ter enviado uma carta aos secretários de Estado da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. Ele disse que enviou análises preliminares dos registros desses Estados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Departamento de Segurança Interna (DHS) do país citou uma série de possíveis violações em cada um dos estados, mas não apresentou nenhuma evidência para corroborar. Mullin solicitou aos secretários de Estado que respondessem no prazo de duas semanas e confirmassem que colaborariam com o DHS em relação à segurança eleitoral, segundo o comunicado. Mullin disse a jornalista nesta sexta que as autoridades eleitorais que não tomassem as medidas que o departamento pedia para “garantir a segurança de suas eleições” poderiam ser “responsabilizadas por meio de multas, penalidades e até mesmo, dependendo da gravidade do caso, pena de prisão”. O principal responsável eleitoral de Nevada rejeitou as alegações de Mullin LEIA TAMBÉM China rebate Trump e nega interferência nas eleições dos EUA Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas “Podemos afirmar que, à primeira vista, refutamos essas alegações”, disse o secretário de Estado Francisco Aguilar em um email. “Esses números são, na melhor das hipóteses, altamente especulativos, e o Departamento de Segurança Interna não compartilhou nada que os comprove.” Ele afirmou que Nevada forneceu repetidamente ao DHS informações detalhadas sobre como o Estado mantém sua lista de eleitores qualificados e as medidas de segurança em vigor para prevenir fraudes. Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia não responderam a um pedido de comentário sobre a carta do DHS. Mullin afirmou no X que o DHS havia identificado mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro Estados e pediu a aprovação de uma legislação apoiada por Trump, conhecida como SAVE America Act. Mullin repetiu a alegação em comentários a repórteres nesta sexta-feira, mas não detalhou os critérios que o DHS utilizou para compilar o número. Por trás dos números Trump tem pressionado seus pares republicanos no Congresso a aprovar o projeto de lei, que impõe novos requisitos de identificação do eleitor e de cidadania, apesar de conclusões já estabelecidas de que a fraude eleitoral é rara nos Estados Unidos. Na noite de quinta-feira, Trump intensificou seus esforços para tornar a segurança eleitoral uma questão central nas eleições de meio de mandato de novembro, afirmando que a China interferiu na campanha presidencial de 2020, apesar de uma avaliação da inteligência dos EUA que não encontrou evidências para sustentar essa alegação. Os republicanos enfrentam a perspectiva de perder uma ou ambas as Casas do Congresso em novembro, com o índice de aprovação de Trump prejudicado pela impopular guerra contra o Irã e pelos altos preços da energia. LEIA TAMBÉM Acusações falsas sobre fraude eleitoral e Venezuela reaparecem em discurso de Trump Trump desmonta comissão eleitoral dos EUA a 4 meses das eleições parlamentares Equipe de Trump testa mensagem anticomunista para eleições de meio de mandato Trump passou anos levantando dúvidas sobre os resultados eleitorais, alegando falsamente que sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden foi fraudulenta. Ele também divulgou outras alegações falsas, incluindo que o voto por correspondência está repleto de fraudes, que as urnas eletrônicas não são confiáveis e que o voto de não cidadãos é generalizado. Inúmeros tribunais e recontagens de votos não encontraram evidências de fraude em grande escala nas eleições de 2020. Durante seus comentários na sexta-feira, Mullin afirmou que adversários estrangeiros "possuem componentes que são peças vitais de nossas máquinas de votação" e que "podem acessar o que consideram a chave dos fundos dessas máquinas". Ele acrescentou que os adversários “podem alterar o cadastro eleitoral e o seu voto. Sabemos que isso é possível”. Mullin não apresentou evidências para suas alegações. Não há conhecimento de ataques por parte de países estrangeiros para manipular diretamente as eleições nos EUA. Mullin também disse que a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa) divulgará um “plano atualizado de infraestrutura eleitoral dentro de 30 dias”. A Cisa não respondeu imediatamente às perguntas sobre o plano atualizado de segurança das eleições.