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É #FAKE perfil no Instagram que se passa por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina

É #FAKE perfil no Instagram que se faz passar por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina Reprodução Um perfil no Instagram chamado "@dra.tatianasampai...

É #FAKE perfil no Instagram que se passa por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina
É #FAKE perfil no Instagram que se passa por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina (Foto: Reprodução)

É #FAKE perfil no Instagram que se faz passar por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina Reprodução Um perfil no Instagram chamado "@dra.tatianasampaiooficial" exibe a imagem e o nome da bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que lidera uma pesquisa sobre a polilaminina (substância alvo de estudos que avaliam sua eficácia na recuperação de movimentos de pacientes com lesão na medula). É #FAKE. selo fake g1 📲 Como o Fato ou Fake chegou ao perfil? Leitores enviaram sugestão de checagem pelo nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827. 🛑 Como é o perfil falso? O perfil no Instagram "@dra.tatianasampaiooficial" exibe a foto e o nome da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, que é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Criada em fevereiro de 2026, a conta tinha 29 mil seguidores até sábado (21) e dez posts com temas associados à atividade da pesquisadora. ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake enviou o link do perfil à assessoria de imprensa da UFRJ. A resposta, por e-mail, afirmou: "A professora Tatiana Sampaio não possui conta no Instagram, conforme a mesma nos informou". O perfil falso viralizou no momento em que a polilaminina se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais – inclusive com imagens de pacientes com lesão medular que passaram a frequentar a academia. A polilaminina é um composto recriado em laboratório a partir da laminina (proteína produzida no corpo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, quando exerce papel fundamental na organização dos tecidos e no crescimento celular). Em sua pesquisa, Tatiana Sampaio usava a substância para tratar lesões medulares agudas, ou seja, recentes e que deixaram as pessoas sem os movimentos. A cientista conseguiu bons resultados em animais e, posteriormente, em um pequeno grupo de pessoas. Isso levou à parceria com um laboratório nacional e à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início da pesquisa que deve responder à seguinte questão: "A polilaminina funciona mesmo como tratamento para pessoas com lesão medular aguda?". Em entrevista ao g1, Tatiana explicou: "Ainda não é um feito, é uma promessa de tratamento. No dia em que ele estiver registrado, as pessoas usarem e todas elas recuperarem a função, se todo mundo voltar a andar, aí, sim, fizemos uma revolução". A cautela decorre do fato de ainda ser necessário cumprir todo o processo exigido para que uma substância se prove segura e eficaz. O estudo preliminar envolveu oito pacientes com lesão medular aguda e apontou diferentes níveis de recuperação motora. Nem todos tiveram recuperação completa — o caso que viralizou nas redes sociais não representa o resultado observado em todos os participantes. A repercussão mobilizou pacientes e familiares de pessoas com lesão medular. Com isso, dezenas acionaram a Justiça para ter acesso à substância. O Brasil tem uma resolução que permite o uso compassivo de medicamentos ainda em fase de análise, mas o processo exige avaliação da Anvisa. Como a polilaminina precisa ser aplicada em até 72 horas após a lesão, as decisões judiciais pediam celeridade. Os resultados ainda não passaram por revisão por pares, processo em que especialistas independentes analisam a metodologia, os dados e as conclusões. Essa etapa é considerada fundamental para validar achados na ciência. Como o estudo foi feito com um grupo pequeno de pessoas, não é possível afirmar, com base nesses dados, que a substância é realmente eficaz. Amostras reduzidas dificultam conclusões definitivas. Ainda mais porque as lesões são de diferentes níveis. Não há evidência científica de que a polilaminina possa funcionar no tratamento de lesões medulares crônicas, em pacientes que já têm a paralisia há algum tempo. Isso não foi pesquisado nessa etapa. Polilaminina: a esperança no centro de uma corrida na Justiça Repórter Flávia Cintra abraça bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora que lidera estudos sobre a polilaminina Entenda como funciona a polilaminina. Arte/g1 É #FAKE perfil no Instagram que se faz passar por Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)