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Defesa de ex-prefeito Alcides Bernal pede soltura de réu e cita problemas de saúde e legítima defesa

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal se entrega após matar homem em MS A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, apresentou à Justiça u...

Defesa de ex-prefeito Alcides Bernal pede soltura de réu e cita problemas de saúde e legítima defesa
Defesa de ex-prefeito Alcides Bernal pede soltura de réu e cita problemas de saúde e legítima defesa (Foto: Reprodução)

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal se entrega após matar homem em MS A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, apresentou à Justiça um pedido de revogação da prisão preventiva, com solicitação de liberdade provisória ou de prisão domiciliar por “razões humanitárias”. O requerimento foi feito nesta sexta-feira (17), um dia após ele se tornar réu por homicídio qualificado pela morte do servidor Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Segundo o advogado Oswaldo Mezza, Bernal teria agido ao perceber a invasão de sua residência por terceiros, em um contexto que a defesa classifica como legítima defesa e proteção do domicílio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O pedido destaca que o ex-prefeito se apresentou espontaneamente à polícia logo após o ocorrido, o que, na avaliação da defesa, afastaria a caracterização de prisão em flagrante. Os advogados também sustentam que a decisão que converteu a prisão em preventiva não apresenta fundamentação concreta, sendo baseada apenas na gravidade do crime. Outro ponto levantado é a ausência dos requisitos legais para manutenção da prisão preventiva, como risco à ordem pública, à instrução criminal ou possibilidade de fuga. Mezza afirma que Bernal possui residência fixa, atuação profissional consolidada e histórico de vida pública, o que indicaria vínculo com a comarca. Ex-prefeito Alcides Bernal após sair de audiência de custódia que determinou prisão. Sérgio Saturnino/TV Morena Estado de saúde e pedido de sigilo A defesa também ressalta o estado de saúde do ex-prefeito. Ele tem 60 anos e, segundo o pedido, enfrenta problemas cardíacos graves e diabetes, necessitando de acompanhamento médico contínuo e uso regular de medicamentos. Diante desse cenário, os advogados pedem a imediata soltura, com aplicação de medidas cautelares alternativas ou a conversão da prisão em regime domiciliar. O pedido também solicita que o processo tramite em sigilo, sob argumento de que a exposição pública pode agravar o estado de saúde do réu. “Assim o requerente, pugna pelo sigilo na divulgação do trâmite processual. A publicidade nesse caso, do processo, ao invés de protegê-lo, a expõe a novos riscos, até de saúde, aumentando os altos níveis de estresse e ansiedade, diante da exposição pública em situação de fragilidade e o concreto risco à saúde, a um paciente cardiopata”, diz a petição. Bernal está preso desde 24 de março de 2026, após efetuar um disparo que resultou na morte de um homem dentro de um imóvel em Campo Grande. O que pede a defesa à Justiça Na prática, o pedido apresentado busca a revogação imediata da prisão preventiva e sua substituição por prisão domiciliar em caráter humanitário e cautelar de urgência. Os advogados fundamentam a solicitação na garantia da dignidade da pessoa humana, no direito à saúde e no quadro clínico do réu, que inclui diabetes mellitus e cardiopatia com uso de stents, conforme a Lei 7.713/1988. O caso agora será analisado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Entenda o caso Ex-prfeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e a vítima morta por ele na capital, Roberto Carlos Mazzini Arquivo g1 e Redes Sociais Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu dentro de uma casa que pertenceu a Bernal e foi posteriormente comprada pela vítima. As investigações apontam que os dois não tinham relação de amizade e passaram a ter vínculo apenas por causa da negociação do imóvel. A acusação sustenta que o ex-prefeito teria agido por vingança, por não aceitar a perda da casa. Ainda conforme o MP, o crime foi cometido com agravantes: motivo considerado torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de a vítima ser idosa. Outro ponto destacado é que a arma usada estaria com o registro vencido e o porte expirado. O Ministério Público também pede o pagamento de indenização equivalente a 10 salários mínimos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: